Consumo de frutas aumentam por conta do calor


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         Limão

 



A lima ácida Tahiti, Citrus latifolia Tanaka, conhecida e consagrada entre os consumidores brasileiros como limão Tahiti, é uma das preciosidades da citricultura. É uma espécie americana de citros, pois sua origem é a Califórnia, Estados Unidos, onde surgiram a partir de sementes de limão introduzidas do Tahiti, por volta de 1870. Sua cultura se difundiu pelos países das três Américas, único continente onde o Tahiti é produzido comercialmente.

O Tahiti é apreciado pelos produtores por formar plantas vigorosas, com copa arredondada e em especial pela ausência de espinhos. O consumidor, por sua vez, tem no Tahiti uma fruta rica em acidez, perfumada, de casca fina e sem sementes. A exploração comercial da lima ácida Tahiti, segundo se tem notícias, iniciou-se no Estado de São Paulo a partir de 1940. A expansão das plantações se viabilizou com o trabalho de melhoramento conduzido no IAC, que resultou na seleção de um clone nucelar vigoroso, produtivo e sadio, denominado Tahiti IAC-5 ou Peruano. O velho Tahiti (IAC-1 ou Quebra Galho), infectado pela viroide da exocorte, com produção de árvores de menor porte, continua todavia na preferência de alguns produtores. 

As estatísticas disponíveis indicam a existência de 5 a 6 milhões de árvores de Tahiti no Brasil, 80% das quais em São Paulo, sendo a maioria (4 a 5 milhões) de clones IAC-5. Uma valiosa característica das plantas de Tahiti é o seu florescimento quase continuado, o que permite uma colheita de frutas praticamente o ano todo. Em especial, com o emprego do estresse hídrico é possível obter-se um volume grande de safra (até 50%) nos meses de julho a novembro, período de preços elevados. 

O aumento da produção de Tahiti levou a exploração de novos mercados, especialmente aqueles da Europa, que com rapidez aceitaram o novo limão de "casca verde". Desde tempos ancestrais os limões eram utilizados na alimentação dos povos do ocidente, como condimento e aromatizante na culinária e ainda por seus conhecidos benefícios medicinais. A prevenção e cura do escorbuto, doença causada pela ausência na alimentação de frutas e verduras frescas (falta de vitamina C) transformou os limões em exigência imperativa em todas as viagens marítimas. 

No presente, limões e limas ácidas, com preferência para o Tahiti tornaram-se de consumo diário, agregando aquelas conhecidas propriedades benéficas e saudáveis, o seu valor alimentar e refrigerante. Note-se que além do suco, o óleo essencial da casca do Tahiti é produto altamente valorizado, com uso amplo nas indústrias farmacêutica e de refrigerantes.



COLORAÇÃO


C1 (rugoso)

C2

C3

C4

C5

CLASSE (CALIBRE)


Relacionado ao tamanho dos frutos medido pelo seu diâmetro equatorial, que
é aquele medido transversalmente ao eixo que vai do pedúnculo ao ápice do
mesmo, conforme tabela abaixo:

Classe

Menor Diâmetro

Maior Diâmetro

68

maior que 68

 

64

64

68

60

60

64

56

56

60

53

53

56

50

50

53

47

47

50

45

45

47

43

43

45

40

40

43

37

37

40

REQUISITOS GERAIS


1.Não será permitida dentro do Programa a venda de limão imaturo. Entenda-se
como imaturo o fruto que não atingiu a Porcentagem Mínima de Suco (peso do suco/
peso do fruto) x 100), de 40%.
2.Admite-se até 5% de frutos fora do agrupamento das Classes citadas no rótulo.
3.Admite-se até 10% dos frutos fora dos Grupos de Coloração citados no rótulo.
4.O rótulo deve indicar todos os Grupos de Coloração abrangidos no lote.
5.No caso das Categoria III e IV, o comprador poderá exigir do vendedor do lote
a discriminação dos defeitos que enquadraram o lote nestas categorias.
6.A determinação da porcentagem, para fins de verificação da Classificação,
deverá ser efetuada sobre o total da amostra extraída, realizando-se o cálculo
com base no número de frutos amostrados.
7.Se o mesmo fruto apresentar mais de um defeito considerar-se-a, para fins
de Classificação, o defeito mais grave.
8.No caso de lotes que não se enquadrarem nos requisitos acima, será
permitida a reembalagem e a reclassificação, exceto nos casos em que a
ocorrência de podridão ultrapasse 10%. Neste caso o lote será descartado.
9.O comprador terá um prazo de 24 horas para contestar a Classificação. Os
casos pendentes deverão ser resolvidos por agentes previamente designados
pelas partes para estes casos.

MORFOLOGIA


 
DEFEITOS GRAVES


Dano Profundo: Qualquer lesão, de origem mecânica, patológica ou entomológica, que atinja o albedo (mesocarpo) do fruto.

Podridão: Processo microbiológico
que causa qualquer grau de decomposição, desintegração ou
fermentação dos tecidos.

Passado: Fruto que apresenta alteração típica de sabor, característica do estádio sobremaduro.

DEFEITOS LEVES


Deformado: Fruto com qualquer desvio da forma característica do cultivar. Incluem-se as deformações de origem fisiológica, de origem mecânica (amassamentos) e a falta de turgescência causada pela desidratação.

MANCHAS


São consideradas manchas, qualquer alteração da coloração original da casca (pericarpo) do limão, não importando a origem desta alteração. Elas são divididas em dois grupos Mancha Difusa e Mancha Profunda.

Manchas Difusas: São aquelas que não encobrem a cor original da casca
do limão, permitindo a sua perfeita visualização. Trata-se de um conjunto de pequenas manchas.

Mancha Difusa Nível 1:É aquela que tem uma área de cobertura de até 30% da superfície do fruto.

Mancha Difusa Nível 2: É aquela que tem uma área de cobertura maior do que 30% da superfície do fruto.

Manchas Profundas: São aquelas manchas que não permitem a visualização da cor original da casca do fruto, não importando a origem.Incluem-se aí os danos cicatrizados, as lesões patológicas, entomológicas e de ácaros que não atingiram o albedo.

Mancha Profunda Nível 1: Quando a mancha atinge uma superfície total, contínua ou alternada, de até 2 cm2.

 Mancha Profunda Nível 2: Quando a mancha atinge uma superfície total, contínua ou alternada, maior do que 2 cm2.

RÓTULO


Normas de Classificação, Padronização e Identidade do Limão (Lima Ácida) Tahiti (Citrus latifolia ),  para o Programa Brasileiro para a Melhoria dos Padrões Comerciais e Embalagens de Hortigranjeiros
1.      Alcance
Estas normas têm por objetivo definir as características de identidade, qualidade, acondicionamento, embalagem, rotulagem, base para a codificação  e apresentação do Limão Tahiti  destinado ao mercado " in natura" , devendo segui-la todo membro da cadeia agro-industrial do produto que aderir ao Programa Brasileiro para a Melhoria dos Padrões Comerciais e Embalagens de Hortigranjeiros.
2.      Definições
2.1 Limão (Lima Ácida) Tahiti e o fruto da espécie Citrus latifolia Tanaka.
2.2 Defeitos Graves
Podridão: Processo microbiológico que cause qualquer grau de decomposição, desintegração ou fermentação dos tecidos.
Passado: Fruto que apresenta alteração típica de sabor, característica do estádio sobremaduro.
Dano Profundo: Qualquer lesão, de origem mecânica, patológica ou entomológica, que atinja o albedo (mesocarpo) do fruto.
2.3 Defeito Leve
Deformado: Fruto com qualquer desvio da forma característica da cultivar. Incluindo-se aí os amassamentos e a perda de turgescência resultante da desidratação.
2.4 Manchas
São consideradas manchas qualquer alteração da coloração original  da casca (pericarpo) do Limão Tahiti, não importando a origem desta alteração. Estas dividem-se em dois grupos Mancha Difusa e Mancha Profunda.
Manchas Difusas: São aquelas que não encobrem a cor original da casca do Limão Tahiti, permitindo a sua perfeita visualização. Trata-se de um conjunto de pequenas manchas. Dividem-se em dois níveis:
Mancha Difusa Nível 1: É aquela que tem uma área de cobertura de até 30% da superfície do fruto.
Mancha Difusa Nível 2: É aquela que tem uma área de cobertura maior do que  30% da superfície do fruto.
Manchas Profundas: São  aquelas manchas que não permitem a visualização da cor original da casca do fruto, não importando a origem. Incluem-se aí os danos cicatrizados, as lesões patológicas, entomológicas e de ácaros que não atingiram o albedo. Dividem-se em dois níveis:
Mancha Profunda Nível 1: Quando a mancha atinge uma superfície total, contínua ou alternada,  de até 2 cm2.
Mancha Profunda Nível 2: Quando a mancha atinge uma superfície total, contínua ou alternada, maior do que  2 cm2 .
3. Composição e Qualidade
O Limão Tahiti deverá apresentar, não importando a categoria, um teor mínimo de 40 de porcentagem de suco e um Teor de Sólidos Solúveis de 6,5%.
Não será permitida a comercialização de frutos com a presença de ramos e folhas, como de qualquer outro material estranho ao produto.
4. O Limão Tahiti se classifica em:
4.1 Classe ou Calibre: Relacionado ao tamanho dos frutos medido pelo seu diâmetro equatorial, que é aquele medido  transversalmente ao eixo que vai do pedúnculo ao ápice do mesmo, conforme tabela abaixo:


Classe

Diâmetro em mm

37

37 a 40

40

40 a 43

43

43 a 45

45

45 a 47

47

47 a 50

50

50 a 53

53

53 a 56

56

56 a 60

60

60 a 64

64

64 a 68

68

Maior que 68

4.2 Grupo de Coloração: Relacionado à coloração dos frutos do lote, conforme esquema fotográfico abaixo:


Cortesia: Jean Paul Gayet – Diretor Secretário - IBRAF
Seguindo-se os cinco alinhamentos da fotografia temos, da parte superior para a inferior:


Cor 1

(c1)

Cor 2

(c2)

Cor 3

(c3)

Cor 4

(c4)

Cor 5

(c5)

4.3 Tipo ou Categoria: Relacionado à quantidade de defeitos presentes no lote ou à qualidade do mesmo, de acordo com a tabela abaixo:
Tabela de Determinação de Tipo ou Categoria de Qualidade


Tabela de Determinação de Tipo ou Categoria de Qualidade

Categoria

Extra

I

II

III

IV

Defeitos Graves (%)

 

Podridão

0

2

3

4

4

Dano profundo

0

3

5

5

5

Passado

0

1

3

9

9

Total de graves

0

3

5

9

9

Deformado

0

1

10

20

100

Mancha

 

 

 

 

 

Difusa nivel 1

5

20

40

100

100

Difusa nivel 2

0

5

20

50

100

Profunda nivel 1

0

15

20

30

100

Profunda nivel 2

0

3

10

20

100

Total para manchas

5

25

40

100

100

Total geral

5

25

40

100

100

4.4 Outros requisitos para os Tipos ou Categorias de Qualidade:
Quanto a Manutenção do Cálice


Categoria de Qualidade

Porcentagem Máxima Admitida de Frutos sem Cálice

Extra

5%

Categoria I

20%

Categoria II

35%

Categoria III

100%

Categoria IV

100%

Quanto às Classes
Para todas as Categorias será necessário citar na rotulagem as classes abrangidas no lote. Serão tolerados até 5% de frutos fora do agrupamento de classes citados no rótulo.


Categoria de Qualidade

Número de Classes Consecutivas Permitidas no Mesmo Lote  (citados no rótulo )

Extra

1

Categoria I

2

Categoria II

3

Categoria III

5

Categoria IV

sem exigência

Quanto à Coloração
Para todas as  Categorias será necessário citar na rotulagem os Grupos de Coloração abrangidos no lote. Serão tolerados até 10% de frutos fora dos Grupos de Coloração  citados no rótulo.


Categoria de Qualidade

Número de Grupos de Coloração Consecutivos Permitidos no Mesmo Lote (citados no rótulo)

Extra

1

Categoria I

2

Categoria II

3

Categoria III

sem exigência

Categoria IV

sem exigência

 
5. Requisitos:
1.      A determinação da porcentagem deverá ser efetuada sobre o total da amostra extraída, realizando-se o cálculo com base no número de frutos amostrados.
2.      Quando forem encontrados frutos  com defeitos graves e leves, considerar-se-á o mais grave. Quando só existirem defeitos leves será realizada a somatória dos defeitos.
3.      No caso de lotes que não se enquadrem nos requisitos acima, será permitida a reembalagem e a reclassificação, exceto nos casos em  que a ocorrência de
podridão  ultrapasse 10%. Neste caso o lote será descartado.
4.      Os frutos deverão estar livres de substâncias tóxicas nocivas à saúde humana acima do limite pré estabelecido pelas legislações correlatas.
5.      No caso das Categoria III e IV, o comprador poderá exigir do vendedor do lote a discriminação dos defeitos  que enquadraram o lote nestas categorias.
6.      O comprador terá um prazo de 24 horas para contestar a classificação. Os casos pendentes deverão ser resolvidos por agentes previamente designados pelas partes para estes casos.
7.      Os frutos retirados para a amostra deverão ser devolvidos ao lote depois de realizada a mesma.
6. Embalagens
As embalagens para limão (lima ácida) Tahiti deverão seguir os seguintes requisitos:
1.      Não deverão ser causadoras de danos aos frutos.
2.      As dimensões deverão permitir a paletização, ou seja, serem sub múltiplos do Palete  Padrão Brasileiro (PBR) de 1,00 m por 1,20 m. No caso do uso de sacos, estes deverão estar acondicionados em embalagens com estas condições.
3.      As embalagens poderão ser retornáveis ou descartáveis.
4.      A embalagem retornável  deverá permitir  a limpeza e desinfecção a cada utilização.
5.      A embalagem descartável deverá ser reciclável ou permitir a incineração limpa.
6.      Torna-se obrigatória a rotulagem de acordo com o Regulamento Técnico para Rotulagem de Alimentos Embalados da qual trata a Resolução MERCOSUL no 36/93, aprovada pela Portaria SVS/MS no 42/98 e Portaria MAA no 371/97.
7.      Todas as embalagens deverão estar de acordo com as disposições das normas sanitárias.
7.  Rotulagem
As embalagens deverão ser rotuladas em local de fácil visualização com os seguintes itens:
§         Nome do Produtor ou Beneficiador               
§         Endereço
§         Município
§         No. Registro no MAA
§         No. de Inscrição do Produtor ou CGC do Beneficiador
§         Grupo/Variedade:
§         Classe ou Calibre
§         Tipo ou Categoria
§         Utilidade Culinária
§         Peso Líquido
§         Data de Embalamento
§         Código de Barras  (opcional)
O rótulo deverá ainda obedecer as legislações do IPEM, INMETRO E LEI DE DEFESA DO CONSUMIDOR.
6.2 Normas para Rotulagem
            Entende-se por rotulagem ou marcação a identificação impressa, gravada ou afixada sobre o produto ou sua embalagem.
            A rotulagem ou marcação de volume, objetiva facilitar a identificação e movimentação desses produtos.
            Não será permitido o emprego de dizeres, gravuras ou desenhos que induzam a erro ou equívoco quanto à origem geográfica, qualidade e quantidade dos produtos.
            A indicação quantitativa deverá constar da vista principal da embalagem, constituindo item distinto, destacado das demais inscrições e impresso em cor contrastante com a do fundo do invólucro ou envoltório.
            A altura mínima dos caracteres alfanuméricos das indicações quantitativas das mercadorias pré medidas deverão estar de acordo com a tabela.
            A determinação da área da vista principal deverá ser efetuada através da multiplicação da maior dimensão de largura pela maior altura da embalagem, incluindo a tampa.
           
Altura mínima dos caracteres alfanuméricos em função da área da vista principal.


Área da vista principal (cm2)

Altura mínima dos números e letras (mm)

Menor ou igual a 10

1.0

Maior que 10 menor que 40

2.0

Maior que 40 e menor que 170

3.0

Maior que 170 e menor que 650

4.5

Maior que 650 e menor que 2600

6.0

Igual ou maior que 2600

10.0

8. Roteiro para Amostragem:
Se efetuará de acordo com o Regulamento do MERCOSUL.
Para tanto se aplicará o seguinte:


Número de Unidades que compõem o lote

Mínimo de Unidades a Amostrar

01 a 10

1 unidade

11 a 100

2 unidades

101 a 300

4 unidades

301 a 500

5 unidades

501 a 1000

1 % do lote

Mais de 1000

Raiz quadrada do número de unidades do lote

 

 

 

 

 

Número de Unidades que compõem o lote

Mínimo de Unidades a Amostrar

01 a 10

2 unidades

11 a 20

4 unidades

21 a 30

6 unidades

31 a 40

8 unidades

Mais de 41

10 unidades

Se a comercialização for feita na forma de bins, deverá ser retirada  uma amostra correspondente a 5% do peso do lote.
9. Fraude
Será considerada fraude toda alteração dolosa de qualquer ordem ou natureza praticada na classificação, na embalagem, no acondicionamento, no transporte, bem como nos documentos de qualidade do produto.




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