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          Cebola



A cebola é designada pela origem. Na Europa as cebolas são espanholas, francesas, italianas, inglesas, americanas, holandesas e japonesas. No Brasil, o Entreposto Terminal de São Paulo identifica a cebola como de São Paulo, de Pernambuco, do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, de Minas, do Paraná, da Argentina.

Oriunda do Oriente, Ásia Ocidental, é muito cultivada na Europa e nas Américas. A cebola está presente na alimentação, e no tempero, das cozinhas do mundo inteiro. No Brasil é parte integrante da culinária do cotidiano nacional. Os produtores de cebola, brasileiros e argentinos, garantem cebola fresca durante todo o ano para o consumidor brasileiro, com sabor regional. O produtor brasileiro de cebola é bom de briga, mostrando a sua competência ao aumentar a produção em 22% nos últimos 10 anos, e, fazendo crescer a oferta do produto em meses tradicionalmente ocupados pela produção Argentina.

Pesquisa realizada pelo Ministério de Integração Nacional mostrou que nos supermercados paulistas a cebola responde por 25,2 % do volume das hortaliças comercializadas. Cebola é diversidade. É possível encontrar 4 cores de casca, 2 formatos, 3 sabores, alem de 4 categorias de qualidade e 7 classes de tamanho. As instituições de pesquisa e empresas de sementes investem na oferta de diversidade, atendendo às exigências do mercado. Somente a norma de classificação permite a caracterização da diversidade.

Cebola é, também, parceria, associativismo. A ANACE - Associação Nacional dos Produtores de Cebola, a ACAPROCE - Associação Catarinense dos Produtores de Cebola, a APROCESC - Associação dos Produtores de Cebola de Santa Catarina, APROCESF - Associação dos Produtores de Cebola do Médio São Francisco, a ACERVARP - Associação dos Cebolicultores do Vale do Rio Pardo - SP, em reunião nacional realizada no dia 23 de fevereiro de 2000, aprovaram a norma de classificação da cebola do Programa Brasileiro e admitiram um ano de prazo para adequação das máquinas de classificação do produto.

Um ano se passou e agora é a hora. A norma de classificação de cebola é o seu instrumento de caracterização, a sua linguagem de qualidade.

A adoção da norma é passo imprescindível para a utilização de métodos modernos de comercialização, é necessário para a construção de um sistema confiável de informações de mercado, é requerido para a adequada destinação do produto cada qual para o seu nicho de mercado, é indispensável para a transparência na comercialização e para a promoção comercial do produto.

A cebola nacional entra no século XXI preparada para competir.

Sucesso, para a cebola.

GRUPOS


Grupo 1

Grupo 2

(redondo, oblongo ou periforme)

(achatado)


SUBGRUPOS OU COLORAÇÃO


Branca

Amarela

Vermelha, Pinhão ou Baia

Roxa


SABOR


O sabor e o odor característicos da cebola são oriundos de compostos de enxofre voláteis, liberados no corte ou na ocorrência de qualquer injúria ao tecido da cebola.
A volatização do composto de enxofre gera ácido pirúvico. A pungência, mais que a doçura determina se o sabor da cebola é doce ou picante. O quadro abaixo classifica o sabor da cebola em picante, suave e doce e apresenta a sugestão da ANACE - Associação Nacional dos Produtores de Cebola para o uso de diferentes cores de rótulo para cada sabor.

Sabor

Rótulo

Picante

Vermelho

Suave

Amarelo

Doce

Laranja



CLASSES OU CALIBRES


Classe (1)

Calibre

Classe (2)

0

Menor que 15 mm

10

1

Maior que 15 até 35 mm

15

2

Maior que 35 até 50mm

35

3

Maior que 50 até 60 mm

50

3 cheio

Maior que 60 até 70 mm

60

4

Maior que 70 até 90 mm

70

5

Maior que 90 mm

90


(1) Designação de classe que segue a portaria 529/18.03.95 do MAA.

(2) Designação complementar da classe e de uso não obrigatório, que estabelece referência ao menor calibre da cebola na classe.

Permite-se dentro de uma mesma embalagem a mistura de até 10% de bulbos de classe imediatamente superior ou inferior à classe indicada no rótulo da embalagem.

MORFOLOGIA


A Cebola é um bulbo tunicado simples.

Catáfilo também conhecido como túnica ou escama.

Casca também conhecida como catáfilo externo ou película envolvente.

Prato também conhecido como caule.

 
DEFEITOS GRAVES


Talo Grosso

Brotado

Podridão

Mofado

Mancha Negra (carvão)

 

DEFEITOS LEVES


Descoloração

Falta de Turgescência (flacidez)

Deformado

Falta de Catáfilos (películas)

Dano Mecânico


TIPO OU CATEGORIA


O quadro abaixo estabelece os limites de tolerância de defeitos graves e leves para cada categoria de qualidade e permite a classificação em: Extra, Categoria I, Categoria II, Categoria III.

 


Defeitos | Categoria

Extra

Cat I

Cat II

Cat III

Talo Grosso

0%

3%

5%

20%

Brotado

0%

0%

3%

10%

Podridão

0%

0%

1%

1%

Mofado

2%

3%

5%

5%

Mancha Negra

2%

3%

5%

5%

Total de Graves

2%

5%

10%

20%

Total de Leves

5%

10%

15%

100%

Total Geral

5%

10%

15%

100%

RÓTULO


Norma De Classificação Da Cebola Para o Programa Brasileiro Para a Melhoria Dos Padrões Comerciais e Embalagens De Hortigranjeiros

1. Objetivo

§         Esta norma tem por objetivo definir as características de identidade, qualidade, acondicionamento, embalagem, rotulagem, base para a codificação e apresentação da cebola nacional destinada ao consumo “in natura”, devendo seguí-la  todo membro da cadeia produtiva que aderir ao Programa Brasileiro para a Melhoria dos Padrões Comerciais e Embalagens de Hortigranjeiros.

2. Definições

2.1 Cebola: é o bulbo da espécie Allium cepa L.

2.2 Defeitos

2.2.1 Defeitos Graves

·      Talo Grosso: Quando a união dos catáfilos do colo do bulbo apresentam uma abertura maior que a normal, devido a um alongamento do talo pelo interior do mesmo.

·      Brotado: Quando o bulbo apresenta emissão de broto visível acima do colo do bulbo.
·      Podridão: Dano patológico que implique em qualquer grau de decomposição, desintegração ou fermentação dos tecidos.
·      Mancha Negra: Área enegrecida em virtude do ataque de fungos nos catáfilos externos.
·      Mofado: Apresenta desenvolvimento visível de fungos nos catáfilos externos.

2.2.2 Defeitos Leves

·        Deformado: O que apresenta formato diferente do típico da cultivar, incluindo crescimentos secundários, ou seja, bulbos unidos pelo talo, apresentando externamente  catáfilos envolventes.

·        Falta de Catáfilos (Películas): É o bulbo que apresenta mais de 30% (trinta por cento) de sua superfície desprovida de catáfilos envolventes.

·        Falta de Turgescência (Flacidez): Ausência da rigidez normal do bulbo.

·        Descoloração: Desvio parcial ou total na cor característica da cultivar, incluindo o esverdeamento, ou seja, bulbo com os catáfilos externos verdes.

·        Dano Mecânico: Lesão de origem mecânica observada nos catáfilos do bulbo.

3. COMPOSIÇÃO E QUALIDADE

As cebolas deverão apresentar as características típicas da cultivar quanto à forma, cor da casca e sabor. Não será permitida a mistura de diferentes cultivares dentro da mesma embalagem.

4. Classificação

·        GRUPO - referente aos formatos do bulbo

·        SUB-GRUPO - de acordo com a cor da pele

·       SABOR - de acordo com a pungência

·        CLASSE - de acordo com o diâmetro equatorial do bulbo

·        TIPOS OU GRAUS DE SELEÇÃO - medidas de qualidade

4.1 Grupo

·        Grupo 1 ( cebolas de formato redondo, oblongo ou periforme)
·        Grupo 2 ( cebolas de formato achatado)

4.2 Sub-Grupos

Brancas
Amarelas
Vermelhas, Pinhão ou Baia
Roxas

4.3 Sabor: de acordo com a pungência

Picante
Suave
Doce

4.4 Classes ou Calibres:
 


Classe (1)

Calibre

Classe (2)

0

Menor que 15 mm

10

1

Maior que 15 até 35 mm

15

2

Maior que 35 até 50mm

35

3

Maior que 50 até 60 mm

50

3 cheio

Maior que 60 até 70 mm

60

4

Maior que 70 até 90 mm

70

5

Maior que 90 mm

90

Permite-se dentro de uma mesma embalagem a mistura de até 10 % de bulbos de classe imediatamente superior ou inferior aos da embalagem.

4.5 Tipos ou Graus de Seleção: medidas de qualidade

·        Extra
·        Categoria I
·        Categoria II
·        Categoria III

Tabela de Tolerâncias para as Categorias de Qualidade de Cebola (em %)


Defeitos | Categoria

Extra

Cat I

Cat II

Cat III

Talo Grosso

0%

3%

5%

20%

Brotado

0%

0%

3%

10%

Podridão

0%

0%

1%

1%

Mofado

2%

3%

5%

5%

Mancha Negra

2%

3%

5%

5%

Total de Graves

2%

5%

10%

20%

Total de Leves

5%

10%

15%

100%

Total Geral

5%

10%

15%

100%

·        Para a CAT III o comprador poderá exigir do vendedor o principal defeito geral que enquadrou o lote nesta categoria

5. REQUISITOS GERAIS

1.      As Cebolas deverão ser sãs, secas, inteiras, limpas e apresentarem as raízes cortadas rente à base, não admitindo-se presença de rebrote de raiz. O talo deverá estar cortado a um comprimento não superior a 20 mm, exceto quando a cebola apresentar-se na forma de réstia.

2.      A classificação é válida somente para a cebola nacional.

3.      O lote de cebolas que não atender aos requisitos previstos nesta Norma deverá ser classificado como "fora do padrão", podendo ser:

·        Rebeneficiado, desdobrado, reembalado, reetiquetado e reclassificado, para efeito de enquadramento na Norma;

·        Comercializado como tal, desde que devidamente identificada com a expressão fora do padrão, em lugar de destaque, de fácil visualização e de difícil remoção.

4.      Será “DESCLASSIFICADA” e proibida a comercialização de toda cebola que apresentar uma ou mais das características abaixo discriminadas:

·        todo lote que apresentar somatório dos porcentuais dos defeitos graves superior a 20% (vinte por cento).

·        resíduos de  substâncias nocivas a saúde acima dos limites de tolerância admitidos pela legislação vigente.

·        mau estado de conservação, sabor e/ou odor estranho ao produto.

5.      Sempre que forem encontradas cebolas com defeitos graves e Leves, considera-se o mais grave. Quando só existirem defeitos gerais será realizada a somatória dos defeitos.

6.      O comprador tem um prazo de 24 horas para contestar a classificação. Os casos pendentes deverão ser resolvidos por um agente previamente designado pelas partes para estes casos.

7.      Os bulbos retirados para a amostra devem ser devolvidos ao lote depois de realizada a mesma, com exceção dos utilizados para a determinação de Sabor.

6. EMBALAGEM

As cebolas deverão estar acondicionadas em embalagens novas, limpas e secas, que não transmitam odor ou sabor estranhos ao produto, podendo ser sacos ou caixas, contendo até 20 kg líquidos, de bulbos.

Admite-se uma tolerância de até 8% (oito por cento) à mais e 2%(dois por cento) à menos no peso indicado.

O número de embalagens que não cumprir com a tolerância admitida para o peso não poderá exceder a 20% (vinte por cento) do número de unidades amostradas.

7. MARCAÇÃO OU ROTULAGEM

As embalagens deverão ser rotuladas ou etiquetadas, em lugar de fácil visualização e de difícil remoção contendo no mínimo as seguintes informações:

nome do produto;

nome da cultivar;

classe ou calibre; ( * )

tipo; ( * )

peso líquido; ( * )

nome e domicilio do importador; ( * ), ( * * )

nome e domicilio do embalador; ( * ), ( * * )

nome e domicilio do exportador; ( * ), ( * * )

Países de origem;

zona de produção; e

data do acondicionamento ( * ), ( * * ).

( * ) Admite-se o uso de carimbo ou de etiquetas autoadesivas para indicar essas informações.

( * * ) Optativo, de acordo com os Regulamentos de cada País.

1.      Em se tratando de produto nacional para comercialização no mercado interno, as informações obrigatórias serão as seguintes:

- identificação do responsável pelo produto (nome, razão social e endereço);

- número do registro do estabelecimento, no Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento

- origem do produto;

- classe;

- tipo;

- peso líquido;

- data do acondicionamento.

2.      Na comercialização feita no varejo e a granel, o produto exposto deverá ser identificado em lugar de destaque e de fácil visualização, contendo no mínimo as seguintes informações:

- identificação do responsável pelo produto;

- classe;

- tipo.

8.  ACONDICIONAMENTO E TRANSPORTE

1.      A cebola deverá ser embalada em locais cobertos, secos, limpos, ventilados, com dimensões de acordo com os volumes a serem acondicionados e de fácil higienização, a fim de evitar efeitos prejudiciais à qualidade e conservação do mesmo.

2.      O transporte deve assegurar uma conservação adequada ao produto.

9. AMOSTRAGEM

A tomada da amostra no lote, será feita de acordo com o Regulamento MERCOSUL específico para amostragem. No entanto, até que o mesmo seja definido, a amostragem será feita de acordo com o estabelecido na tabela III.

TABELA III


NÚMERO DE UNIDADES
QUE COMPÕEM O LOTE

NÚMERO MÍNIMO
DE UNIDADES A RETIRAR

001 à 010

01 unidade

011 à 100

02 unidades

101 à 300

04 unidades

301 à 500

05 unidades

501 à 10.000

1% do lote

mais de 10.000

Raiz quadrada do número de unidades do lote

1.      OBTENÇÃO DA AMOSTRA DE TRABALHO

·        No caso de se obter um número de unidade entre 1 e 4, homogeniza-se o conteúdo das embalagens e extrai-se 100 (cem) bulbos, ao acaso para constituir-se na amostra a ser analisada.

·        Para 5 ou mais unidades, retira-se no mínimo 30 bulbos de cada unidade, os quais serão homogeneizados, donde serão extraídos 100 (cem) bulbos para análise.

2.      O restante dos bulbos, e também a amostra de trabalho deverão ser devolvidos ao interessado.

3.      O interessado terá direito de contestar o resultado da classificação, para o que terá um prazo máximo de 24 (vinte e quatro) horas contadas a partir do término da análise da amostra. E neste caso, procede-se uma nova amostragem e análise.

4.      Em se tratando da comercialização da cebola no varejo, quando embalada, independentemente do peso ou tamanho do volume, a tomada de amostra no lote dar-se à também de acordo com a tabela III, e todos os volumes amostrados serão analisados. E neste caso, o cálculo do percentual de defeitos porventura encontrados, será efetuado através da relação entre o peso dos bulbos com defeitos e o peso dos bulbos amostrados.

5.      Também, quando tratar-se de produto a granel, comercializado no varejo, retira-se 100 (cem) bulbos ao acaso para constituir a amostra de trabalho. Quando o lote for inferior a 100 (cem) bulbos, o próprio lote constituir-se-à na amostra de trabalho. E neste caso, a determinação dos percentuais de defeitos será feita pelo número de bulbos.

6.      Também exclusivamente para o mercado interno, e no caso de cebola em réstia, a amostragem dar-se-à igualmente de acordo com a tabela III, e todas as réstias serão analisadas. O cálculo dos percentuais de defeitos neste caso, será efetuado através da relação entre o número de bulbos com defeitos e o total de bulbos contidos nas réstias amostradas.

10.  CERTIFICADO DE CLASSIFICAÇÃO

O Certificado de classificação, quando solicitado, será emitido pelo Órgão Oficial de Classificação, devidamente credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento, de acordo com a legislação específica, devendo constar no mesmo todos os dados da classificação.

1.      A validade do Certificado de Classificação será de 15 (quinze) dias, contados a partir da data da sua emissão, que deverá ser a mesma da classificação.

11. FRAUDE

Será considerada fraude, toda alteração dolosa de qualquer ordem ou natureza praticada na classificação, na embalagem, no acondicionamento, no transporte, bem como nos documentos de qualidade do produto, conforme legislação específica.

12.  DISPOSIÇÕES GERAIS

É de competência exclusiva do Órgão Técnico do Ministério da Agricultura, do Abastecimento e da Reforma Agrária, resolver os casos omissos, porventura surgidos na aplicação desta Norma.



1. Produtos com cartilhas e normas oficiais do MAPA-Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento:
Abacaxi
Uva Fina de Mesa
Uva Rústica


2. Produtos com cartilha

Abacate, abacaxi, banana, caqui, goiaba, laranja, lima ácida tahiti (limão), maracujá azedo, mamão, manga , melão, pêssego e nectarina, tangerina, uva fina e uva rústica, alface, batata, berinjela, cebola, cenoura, couve-flor, mandioquinha-salsa, morango, pepino, pimentão, quiabo e tomate.

:: Alface
:: Banana
:: Berinjela
:: Caqui
:: Goiaba
:: Pêssego
:: Pimentão
:: Tomate


    3. Produtos com norma aprovada , sem cartilha:
Abobrinha, batata-doce, chuchu, figo, melancia, pêssego e nectarina,repolho e vagem.


    4. Produtos em fase final de aprovação da norma:
Abóbora, agrião, alcachofra, atemóia, inhame, cará e maracujá doce.

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