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          Cebola



A cenoura é a quarta hortaliça mais consumida em São Paulo. Levantamentos realizados na Região Metropolitana de São Paulo estimam o consumo domiciliar em 1,8 kg “per capita”/ano. Mais de 82 mil toneladas do produto são vendidas anualmente no ETSP - Entreposto Terminal de São Paulo da CEAGESP. A sua frente, no volume de vendas, ficam tomate, batata e alface. 

Em valor, sobe para o terceiro lugar, com faturamento anual superior a R$ 24 milhões. A produção de cenoura é estimada no Brasil em 6 milhões de toneladas. São Paulo fornece mais de 300 mil toneladas, produzidas por 3,5 mil pessoas que trabalham em mais de 2 mil propriedades, ocupando uma área de pouco mais de 10,5 mil hectares. Sorocaba (com destaque para Ibiúna, que produz 26% do consumo estimado no Estado) e São João da Boa Vista são as duas maiores regiões produtoras. A demanda de cenoura pelas famílias de São Paulo supera a capacidade de produção: no ano passado, o Estado importou de Minas Gerais boa parte da cenoura consumida (60% das entradas no terminal da Ceagesp).

Aperfeiçoar os sistemas de comercialização, com vantagens para produtores e comerciantes, será um dos efeitos mais diretos da adesão a este Programa de Modernização  e Classificação.

A cenoura, espécie Daucus carota L., é da família Apiaceae. À família da cenoura pertencem a salsinha, aipo, coentro, erva-doce e nabo. É originária de áreas temperadas da Ásia Central (Índia, Afeganistão e Rússia) e sua cultura remonta há mais de dois mil anos. A colonização portuguesa trouxe a cenoura para o Brasil, mas sua difusão, principalmente no sul e sudeste, só ocorreu depois da imigração de asiáticos e outros europeus.

A cenoura destaca-se das outras hortaliças pela grande quantidade de vitamina A que possui, nutriente muito importante para a visão, na prevenção da cegueira noturna e xeroftalmia e no crescimento saudável das crianças. Ela é muito rica em outras vitaminas como B1 e B2 e em sais minerais. As fibras, importantes para o funcionamento do intestino e a pectina capaz de baixar a taxa de colesterol do organismo são abundantes na cenoura e constituem mais uma razão para o seu uso na alimentação diária.       

O baixo consumo de cenoura aliado à divulgação de suas qualidades nutricionais tornam 
possível um grande aumento de consumo e conseqüentemente da  produção e número de empregos. A Câmara Setorial de Hortaliças, Cebola e Alho,órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo que norteia a política das hortaliças no Estado, construiu o elo de confiança que garante a transparência e a modernização da comercialização da cenoura: a norma de classificação. 

A padronização, classificação e rotulagem, garantem a entrada da cenoura no mundo do marketing, possibilitando ações no ponto de venda e visibilidade do produto que antes gravitava na periferia da atenção do consumidor. Com a adoção da classificação a cenoura entra no século XXI preparada para competir. 

Sucesso, na cenoura.

GRUPOS


De acordo com o tipo varietal, a cenoura será classificada em 3 grupos

Kuroda: Formato cônico, ponta arredondada, coração pouco evidente, coloração laranja avermelhada, pescoço pequeno.

Nantes: 90% da produção cilíndrica, ponta arredondada, coração pouco evidente, pele lisa, coloração laranja escura, pescoço pequeno.

Brasília: Formato cônico, ponta pouco fechada, coração evidente, pele pouco lisa, coloração laranja clara, pescoço grande.



CLASSE OU COMPRIMENTO



>=10cm <14cm

>=14cm <18cm

>=18cm <22cm

>=22cm <26cm

 


Obs: As raízes com comprimento igual ou acima de 26 cm estarão na classe 26 (>= 26 cm).

Admite-se até 10% de mistura de classes, pertencentes às classes imediatamente inferior ou superior, numa mesma embalagem. A variação do diâmetro dentro da mesma classe não deverá ser superior a 10 mm.



MORFOLOGIA




DEFEITOS GRAVES


Podridao mole

Deformação

Podridão seca

Ombro verde/roxo (>10%da área)

Lenhosa

 

Rachada

Dano mecânico ( > 10% da área ou > 3 mm de profundidade)

Injúria por pragas ou doenças

 


TIPOS OU CATEGORIAS


O quadro abaixo estabelece os limites de tolerância de defeitos graves e leves para cada categoria de qualidade e permite a classificação em: Extra, Categoria I, Categoria II, Categoria III.

Defeitos Graves (%)

Extra

Cat I

Cat II

Cat III

Podridão mole

0

0

1

3

Deformação

0

1

3

5

Podridão seca

0

1

2

5

Ombro verde/roxo > 10 %

2

3

4

6

Lenhosa

1

2

3

4

Murcha

0

2

3

4

Rachada

0

1

2

5

Dano mecânico > 10% ou > 3mm

1

2

3

5

Injúria por pragas ou doenças

0

1

3

5

Total Graves

3

6

10

20

Total Leves

4

10

25

100

Total Geral

6

10

25

*100

 


* No caso da Categoria III o comprador poderá exigir do vendedor do lote a discriminação dos defeitos leves que enquadram o lote nessa categoria.



RÓTULO


Norma Referente à Classificação de Cenoura para o Programa Brasileiro para Melhoria dos Padrões Comerciais e Embalagens de Hortigranjeiros

1.Objetivos

        A presente norma tem por objetivo definir as características de identidade, qualidade, acondicionamento, embalagem e apresentação da cenoura (sem folhas) destinadaao consumo “in natura”, a ser comercializada  no mercado interno.

2. Definições

2.1 - Cenoura é  uma raiz tuberosa pertencente a espécie  Daucus Carota.
 
2.2. Definições Gerais

2.2.1. Característica do cultivar: Atributos como cor, forma, diâmetro e tamanho  que identificam o cultivar.

2.2.2. Comprimento: Medida tomada no eixo que vai do colo ao ápice da raiz.

2.2.3. Diâmetro: Maior medida tomada no eixo transversal.

2.2.4. Fisiológicamente desenvolvida: Raiz que atinge estágio de desenvolvimento fisiológico que propicie sua comercialização, sem lignificação e sem perda de sua cor natural.

2.2.5. Limpa: Raiz praticamente livre de terra e outras matérias estranhas que venham a comprometer sua qualidade.

2.2.6. Coloração uniforme: Significa que o produto tem cor, característica da variedade em praticamente toda a sua superfície.

2.2.7. Lote: Conjunto de embalagens de comercialização portador do mesmo rótulo de identificação.

2.2.8. Defeito: Toda e qualquer lesão causada por fatores de natureza fisiológica, fitossanitária  e  mecânica, ou por agentes diversos, que venham a comprometer a qualidade e apresentação do produto.

 2.3             DEFEITOS  GRAVES

2.3.1 Podridão seca e/ou úmida: Dano patológico e/ou  fisiológico que implique em qualquer grau de deterioração dos  tecidos.

2.3.2 Raiz murcha: Raiz sem turgescência, enrugada ou flácida e sem brilho.

2.3.3 Ombro verde ou arroxeado:  Raiz que apresenta a região próxima da inserção do caule com coloração verde ou arroxeado em proporção superior a 10% da superfície total da raiz.

2.3.4 Lenhosa: Raiz em avançado estágio de desenvolvimento caracterizado, principalmente pela lignificação do “coração”.

2.3.5 Injúrias por pragas ou doenças: Presença de “caroços” ou lesões causadas por nematóides, ferimentos causados por brocas ou outros insetos e lesões escuras.

2.3.6 Rachada: Raiz que apresenta rachadura causada por excesso hídrico ou por deficiência de cálcio.
 
2.3.7 Dano Mecânico: Lesão de origem diversa que ultrapasse a profundidade de 3mm ou 10%  da superfície da raiz.

2.3.8  Deformação: Raiz com formato diferente da forma característica do cultivar.

2.4 DEFEITOS LEVES
 
2.4.1 Corte inadequado do caule: Caracterizado quando o corte da parte aérea não é realizado rente ao colo da raiz.

2.4.2 Ombro verde ou arroxeado: Raiz que apresenta a região próxima da inserção do caule com coloração verde ou arroxeada inferior a 10% da superfície total da raiz.

2.4.3 Raiz com radícula: Presença de radicelas por toda extensão da raiz, fazendo com que ela não possa ser considerada uma raiz lisa.

2.4.4 Manchas: Alterações da coloração normal da variedade. Considera-se defeito quando a área  afetada superar 10% da superfície total da raiz.

2.4.5. Dano mecânico: Lesão de origem diversa que não ultrapasse 3mm ou 10% da superfície total da raiz.

 3. Classificação

3.1. A cenoura será classificada em:

  • ·        Grupos: de acordo com o tipo varietal.
  • ·        Classes: é variável de acordo com o comprimento  da raiz.
  • ·        Tipo ou Categoria: de acordo com a qualidade da raiz.

 
3.1.1 - Grupos: De acordo com o tipo varietal. A cenoura será classificada em  3  grupos:

 

·        Nantes: 90% da produção cilíndrica , ponta arredondada, coração pouco evidente, pele lisa, coloração laranja escura, caule pequeno, produção/ inverno.

 

·        Brasília: Formato cônico, ponta pouco fechada, coração evidente, pele pouco lisa, coloração laranja clara, caule grande, produção/ verão.

 

·        Kuroda:Formato cônico, ponta pouco fechada, coração pouco evidente, coloração laranja avermelhada, caule pequeno, produção primavera verão.

3.1.2 - Classes: De acordo com o comprimento da raiz, a cenoura será classificada em 4 classes de acordo com a tabela I:
 

     Tabela I – Comprimento da cenoura

 

Classe

Comprimento ( mm)

10

Maior que 100 até menor que 140

14

Maior que 140 até menor que 180

18

Maior que 180 até menor que 220

22

Maior que 220 até menor que 260

 
Notas:

(1)Caso surjam raízes com comprimento acima de 260 mm, automaticamente será criada uma nova classe, para sua devida classificação.

(2)Tolera-se uma mistura de raízes pertencentes a classes diferentes, desde que a somatória das unidades não seja superior a 10% e pertençam a classe imediatamente superior e/ou inferior. O número de embalagens que superar a tolerância para a mistura  de classes, não poderá exceder a 20% das  unidades amostradas.

3.1.3. Subclasse: De acordo com o maior diâmetro das raízes, a cenoura será classificada em três subclasses conforme a tabela II .

 
Tabela II – ( calibre )
 


Calibre

Diâmetro (mm)

2

Maior que 20 até 30

3

Maior que 30 até 40

4

Maior que 40

   
Notas:
(1) A classificação por subclasses será feita a pedido do comprador.

 (2) Tolera-se uma mistura de raízes pertencentes  a calibres diferentes desde que a somatória das unidades não seja  superior a 10% e pertençam a classe imediatamente superior e/ou inferior. O número de embalagens que superar a tolerância para a mistura de subclasses, não poderá exceder a 20% das unidades amostradas.

 3.1.4 - Tipo ou Categoria: De acordo com as porcentagens toleráveis de defeitos que podem ser encontrados nas raízes contidas na embalagem de comercialização.

 Tabela III - Limites máximos de defeitos graves e leves podem ser encontrados por categoria ( expressos por porcentagens).

Defeitos Graves (%)

Extra

Cat I

Cat II

Cat III

Podridão mole

0

0

1

3

Deformação

0

1

3

5

Podridão seca

0

1

2

5

Ombro verde/roxo > 10 %

2

3

4

6

Lenhosa

1

2

3

4

Murcha

0

2

3

4

Rachada

0

1

2

5

Dano mecânico > 10% ou > 3mm

1

2

3

5

Injúria por pragas ou doenças

0

1

3

5

Total Graves

3

6

10

20

Total Leves

4

10

25

100

Total Geral

6

10

25

*100

3.1.5 As cenouras deverão apresentar características do cultivar bem definidas, serem sãs, limpas e livres de umidade externa anormal.

  3.1.6  O lote de cenouras que não atender os requisitos previstos nesta norma será classificado como “FORA DO PADRÃO” , podendo ser:
 

  • ·        Comercializado como tal, desde que perfeitamente identificado em local de destaque e de fácil visualização.

  • ·        Rebeneficiado, desdobrado, reembalado, reetiquetado e reclassificado, para efeito de enquadramento da norma.

 
3.1.7      Não se utilizará o rebeneficiamento e/ou reclassificação dos lotes de cenoura que apresentar índice de podridão úmida acima de 10% (dez por cento).
   
4. Embalagem

  As cenouras deverão ser acondicionadas em embalagens  novas, secas e limpas, isentas de odores estranhos e que não sejam abrasivas. As embalagens devem ser confeccionadas com material atóxico e devem ser paletizáveis e se possível modulares. A capacidade das embalagens deverá ser de no máximo 18 kg (dezoito quilogramas).

  5. Marcação e Rotulagem

  5.1. As embalagens deverão ser rotuladas ou etiquetadas em lugar de fácil visualização e de difícil remoção, contendo no mínimo as seguintes informações:

  ·        Informação do produtor:

  • a)     Nome -
  • b)    Endereço -
  • c)     Inscrição estadual -
  • d)    CPF –

 

  • ·        Informações do lavador:
  • a)     Nome –
  • b)    Endereço –
  • c)     Inscrição estadual –
  • d)    CGC –

 
·        Informações do produto:

  • a)     Nome –
  • b)    Cultivar –
  • c)     Grupo –
  • d)    Classe –
  • e)     Subclasse (opcional) –
  • f)      Categoria –
  • g)     Data de embalamento –
  • h)     Peso líquido –

 
Estas informações podem estar em forma de carimbos ou etiquetas, devem ser afixadas em cada caixa em local visível e de fácil localização.

 



1. Produtos com cartilhas e normas oficiais do MAPA-Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento:
Abacaxi
Uva Fina de Mesa
Uva Rústica


2. Produtos com cartilha

Abacate, abacaxi, banana, caqui, goiaba, laranja, lima ácida tahiti (limão), maracujá azedo, mamão, manga , melão, pêssego e nectarina, tangerina, uva fina e uva rústica, alface, batata, berinjela, cebola, cenoura, couve-flor, mandioquinha-salsa, morango, pepino, pimentão, quiabo e tomate.

:: Alface
:: Banana
:: Berinjela
:: Caqui
:: Goiaba
:: Pêssego
:: Pimentão
:: Tomate


    3. Produtos com norma aprovada , sem cartilha:
Abobrinha, batata-doce, chuchu, figo, melancia, pêssego e nectarina,repolho e vagem.


    4. Produtos em fase final de aprovação da norma:
Abóbora, agrião, alcachofra, atemóia, inhame, cará e maracujá doce.

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